Em algum lugar perdido entre o excesso de estímulos, o consumo desenfreado e a promessa de felicidade instantânea, a pista de dança também se torna uma fábrica de conformismo.
Há festas que vendem liberdade, mas reproduzem os mesmos velhos códigos: oferecem o escapismo, enquanto reforçam a alienação; transformam a experiência coletiva em produto, o corpo em mercadoria e a transgressão em embalagem.
Soma. Soma. Soma.
Uma dose para esquecer. Um drop para não pensar. Mais uma experiência enlatada para ser consumida antes que a próxima “inesquecível” comece.
Mas e se a rave pudesse ser outra coisa? Um espaço para questionar a realidade e não para esquecê-la?
Não queremos uma felicidade pasteurizada, a liberdade concedida e nem o êxtase domesticado.
Queremos o estranhamento, a dúvida, a imaginação, o caos, a euforia e até o desconforto. Queremos VIDA.
Queremos devorar o mundo que existe e nos causa repulsa para devolvê-lo deformado.
É desse lugar que a Soturna apresenta (B)RAVE NEW WORLD!
Tupi or not Tupi
Rave or not Rave.
Eis a questão.