Dia 8 de fevereiro, a gente resolve fazer o óbvio: começar o carnaval.
Porque, apesar de alguns esforços oficiais para fingir que ele não existe, o carnaval insiste. E insiste bem.
O Instituto Folha Seca convida pra um Pré-Carnaval sem manual de boas maneiras e sem pedido de autorização simbólica. A partir das 17h, na já conhecida espelunca (sim, aquela), o corpo esquenta, o tambor chama e o axé faz o que sempre fez: organiza o caos.
Vai ter música, vai ter batuque, vai ter suor e vai ter essa coisa incômoda chamada alegria coletiva, que costuma incomodar quem prefere cidade quieta, cultura domesticada e festa só em discurso oficial.
Não estamos sozinhos. Nunca estivemos.
O carnaval é maior que qualquer bloco, maior que qualquer instituição, maior que qualquer vontade de controle. E talvez seja exatamente por isso que tentam empurrá-lo pra depois, pra fora, pra nunca.
Mas ele vem.
Vem no tambor, no encontro, no improviso, na insistência de quem sabe que cultura não espera carimbo.
Esse pré-carnaval não é provocação.
É constatação.
O carnaval começa quando o povo decide que começa.
Chega pra dançar, pra rir, pra suar e pra lembrar que, apesar de tudo, o povo ainda responde. 😏🥁🔥